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ROTEIRO DE VIAGEM | Madeira

No meio do Atlântico, entre a imensidão do azul do mar e o verde da vegetação jaz a ilha da Madeira. A eterna pérola do Atlântico é um verdadeiro paraíso na terra.

A par da ilha de Porto Santo, as ilhas Desertas e Selvagens, constitui o arquipélago da Madeira. Apenas a Madeira e Porto Santo são habitados, mas todo arquipélago é um refúgio de beleza natural como há poucos. É ali que jaz a maior e mais conservada floresta Laurissilva do mundo – um tipo de floresta húmida subtropical. Considerada, em 1999, como Património da Humanidade pela UNESCO, ocupa uma área protegida de aproximadamente 15 mil hectares: dois terços do arquipélago. À floresta Laurissilva juntam-se as paisagens sem fim, miradouros deslumbrantes, percursos pedestres, fajãs. Mas a riqueza desta ilha não se fica só pela sua riqueza natural. A gastronomia, os vinhos e as tradições ajudam a enriquecer este paraíso no meio do Atlântico. Embarca à descoberta de um locais mais idílicos de Portugal, num roteiro de 5 dias pela ilha da Madeira.

DIA 1| Santana, Ribeiro Frio e Funchal

Começa a viagem a visitar um dos bilhetes postais da Madeira: as casinhas de Santana. Segue em direção a Santana, a norte do Funchal. Se seguires para este, vai fazendo breves paragens pelo Caniçal, Machico e Porto da Cruz. Na vila de Porto da Cruz podes fazer uma visita à histórica Destilaria Engenhos do Norte – Casa do Rum e explorar um dos mais marcos exploração de cana-de-açúcar e produção de açucar na Madeira. Hoje em dia, dedica-se exclusivamente à produção de rum, ou aguardente de cana-de-açúcar. Segue a única rua da localidade até ao mar. Porto da Cruz é também um local famoso para a prática de surf na ilha.

De regresso à estrada segue até ao Miradouro do Fortim do Pico. Data do século XVIII e foi edificado para servir como ponto de vigia contra os invasores. Conserva ainda algumas relíquias desse tempo, como 10 pequenos canhões de defesa. Hoje, é muito procurado pela vista que oferece, sendo considerado um dos mais bonitos miradouros do Norte da Madeira. Olha em redor e aprecia a beleza natural do Faial, São Roque do Faial, Porto da Cruz, assim como as montanhas imponentes – a imponente Penha d´Águia – e a Ponta de São Lourenço. Em dias com boa visibilidade é ainda possível avistar a vizinha ilha do Porto Santo.

Segue caminho junto ao mar até Santana, que fica a cerca de 10 quilométros. De forma triangular, telhado de colmo e cores vivas a contrastar com o branco das paredes, as casas típicas de Santana são um ex-líbris da Madeira. Eram, noutros tempos, muito populares na ilha, mas hoje em dia só existem em número reduzido. Podes encontrar um ou outro exemplar em diferentes pontos da ilha, mas é em Santana que vais encontrar o maior Núcleo de Casas Típicas de Santana. Originalmente, as casas eram compostas por dois pisos. Uma área habitacional, no piso térreo, e um sótão, onde se guardavam produtos agrícolas. Todas elas foram adaptadas aos tempos modernos, e servem de ponto de venda de uma grande variedade de produtos locais, artesanais e tradicionais.

Na costa norte, faz uma paragem em São Jorge. Nesta pequena localidade, na foz da ribeira de São Jorge, vai até ao Complexo Balnear do Calhau de São Jorge. É composto por uma pequena praia de calhau onde desagua uma lagoa de água doce e um complexo balnear com piscinas. Dá um salto ao Farol de S. Jorge, situado na Ponta de São Jorge, e testemunha a força do mar, que na zona norte da ilha é bastante mais agitado. ​À saída da vila encontrarás um miradouro com vistas fantásticas sobre a costa norte da Madeira e o Arco de São Jorge.

Segue até à levada do Caldeirão Verde, situada entre os Parques Florestais das Queimadas e do Pico das Pedras. No Parque Florestal das Queimadas, vais encontrar a Casa de Abrigo das Queimadas, uma casa de Santana em ponto grande. Aproveita para fazer um dos trilho mais acessíveis da ilha. O percurso pedestre “Um Caminho para Todos” tem cerca de 4km, ida e volta. Pode ser feito calmamente em cerca de 1h. É um trilho peculiar por ser acessível a todas as pessoas e a todas as idades, incluindo pessoas com incapacidade motora e visual. O objetivo é proporcionar a qualquer pessoa um passeio agradável e inesquecível pela natureza desta bela ilha. Aqui vais ter um primeiro contacto com a floresta Laurissilva, a floresta natural da Madeira, e com a floresta exótica, onde as árvores foram introduzidas pelo homem.

Segue para sul até Ribeiro Frio, no coração da Floresta Laurissilva. Visita o Parque Florestal do Ribeiro Frio e faz uma caminhada pelos seus trilhos emblemáticos. Aqui, vais observar alguma da fauna, flora e vegetação endémica mais característica da ilha da Madeira. É também aqui que se situam algumas das mais belas Levadas da Madeira, como a Levada do Furado, a Levada da Serra ou a Levada do Juncal. Um dos trilhos pedestres mais famosos é o da Levada do Furado (PR10 – Levada do Furado: Ribeiro Frio – Portela). Faz uma paragem no Posto Aquícola do Ribeiro Frio, onde se localizam os viveiros de trutas.

De regresso ao Funchal, aproveita o resto do dia para relaxar e janta um dos pratos típicos da gastronomia madeirense. O Restaurante Viola, em Câmara de Lobos, é um bom ponto de partida. Muito popular entre os locais, e um chamariz para turistas, é um restaurante com boa comida regional. Experimente a tradicional espetada em pau de loureiro acompanhado por milho frito, bolo do caco e sangria. Segue até ao Funchal e faz uma caminhada pela Marginal do Funchal. Não te esqueças de passar pela estátua do Cristiano Ronaldo. Em bronze e com mais de 3m de altura, foi esculpida em 2014 em homenagem ao futebolista madeirense. Considerado por muitos como o melhor jogador de futebol do mundo, é o filho pródigo da terra. A estátua fica junto ao museu do craque – Museu CR7-, junto ao Clube Naval do Funchal e do Casino da Madeira.

Continua até à zona velha da cidade, junto à rua de Santa Maria, e vê o resultado do projeto “Arte de Portas Abertas”. Este é um projeto que começou em 2010 com o objetivo de dinamizar esta zona histórica da cidade. Portas de casas, lojas e espaços abandonados e deteriorado, ganham uma nova vida e enchem-se de arte e cultura. São mais de 200 portas que transforma esta área antiga da cidade numa galeria de arte permanente. Estas intervenções incluem todas as artes visuais – da pintura, à escultura, fotografia, vídeo, música e escrita. Durante a noite, muitas destas portas transformam-se em bares e restaurantes, e dão iníncio à noite funchalense.


DIA 2 | Pico Ruivo, Pico do Areeiro, Machico e Ponta de São Lourenço

Acorda cedo e, se as condições climatéricas forem favoráveis, dedica a manhã aos dois picos mais altos da ilha da Madeira. A primeira paragem é no Pico Ruivo, o ponto mais alto da Madeira e o terceiro mais alto de Portugal. Sobe a 1861 metros de altura e desfruta de uma paisagem sem igual. Aqui sentimento de se estar por cima das nuvens é levado ao extremo. Há trilhos mais, ou menos, difíceis e longos que podes fazer. O mais simples é a Vereda do Pico Ruivo (PR1.2 – Achadas do Teixeira), um percurso de 2,8km com duração de hora e meia (ida e volta). Este trilho levar-te ao cume mais alto da ilha, o Pico Ruivo, e a uma das paisagens mais incríveis que vais poder ver na Madeira. Segue até ao Pico do Areeiro, o segundo pico mais alto da ilha da Madeira. Situado a 1818 metros de altitude, o Miradouro do Pico do Areeiro oferece não só uma fantástica vista sobre o maciço central da Madeira, mas também a sensação de estarmos acima de um mar de nuvens.

É também possível fazer o percurso entre os dois picos mais altos da ilha (Pico Ruivo e Pico do Areeiro) a pé. Com início no Miradouro do Pico do Areeiro e fim no Pico Ruivo, a caminhada dura entre 4 a 5 horas. O percurso é de mais de 10 km e inclui túneis e declives acentuados – e paisagens indescritíveis -, por isso convém que vás preparado para a longa caminhada e que tenhas alguma preparação física.

Segue para o Ribeiro Frio e pára no Miradouro dos Balcões – não te vais arrepender! Este miradouro oferece-te uma cenário incrível, com paisagens decoradas pelos vales verdejantes da Floresta Laurissilva. O miradouro é acessível através de uma caminhada fácil e relativamente curta – aproximadamente 1 hora, ida e volta. Em dias com boa visibilidade, consegues também avistar os dois picos mais altos da ilha.

Segue na direção de Machico e aproveita para relaxar na Praia da Banda Além. A baía de Machico convida não só ao mergulho para os amantes deste desporto, mas também ao snorkeling. Pega nos óculos (e na garrafa) e descobre o melhor que a reserva marinha tem para oferecer . Foi também aqui, em Machico, que Gonçalves Zarco e Tristão Vaz Teixeira desembarcaram, em 1419, quando descobriram a Madeira.

Vai até à Ponta de São Lourenço, o ponto mais oriental da ilha da Madeira. Admira a recortada orla costeira de tons vulcânicos a partir do Miradouro da Baía de Abra e do Miradouro da Ponta do Rosto, situado um pouco mais a norte da Ponta de São Lourenço.

Regressa ao Caniçal e dá um mergulho na Praia no Caniçal, uma pequena praia de areia natural. Se preferires, podes antes passar o resto da tarde nas Piscinas do Caniçal. Termina o dia novamente na Ponta de São Lourenço e aprecia o magnifico pôr-do-sol, com o mar no horizonte infinito. O Muralhas Bar, no Caniçal, é o local ideal para um petisco de final de tarde. Os petiscos vindos do mar ali perto, da baía do Caniçal, são uma perdição. Experimenta as famosas lapas grelhadas, os mexilhões, búzios, caramujos e os picadinhos. Acompanha com bolo do caco com manteiga de alho e, claro, uma cerveja fresca local.


DIA 3 | Cabo Girão, São Vicente, Seixal e Porto Moniz

Começa o dia cedo e ai em direção a Câmara de Lobos para visita ao Miradouro do Cabo Girão. Famoso pela falésia a seus pés, é o cabo mais alto da Europa, com 580 metros de altura. A sua plataforma suspensa em vidro oferece uma visão vertiginosa sobre as fajãs e uma visão privilegiada para o mar e para as povoações de Câmara de Lobos e Funchal. Ali perto, encontras a Capela de Nossa Senhora de Fátima que é um dos principais locais de peregrinação da ilha. Segue até à Fajã dos Padres, localizada na encosta do Cabo Girão, um pequeno paraíso de mar azul e ambiente peculiar. Desce no teleférico até este pequeno pedaço de terra sob a falésia. Aproveita este local muito especial da Madeira – da paisagem à agricultura biológica. Aproveita ainda para dar um mergulho na praia de calhau rolado e descansar, antes de continuar o passeio.

Segue de carro até à Ribeira Brava e caminha pela marginal junto ao areal da sua praia de areia. Passa pelo Forte de São Bento, que funciona atualmente como posto de turismo, e sobe ao farol com vista para o centro da vila. Atravessa o túnel rochoso e pára na pequena baía com um pequeno cais piscatório para observar o quotidiano dos pescadores que ali desembarcam, ou onde alguns locais vão a banhos.

Da Ribeira Brava segue até São Vicente, atravessando o túnel da Encumeada. É um dos maiores túneis da Madeira, com mais de 3 km, que liga a costa sul à costa norte. Em São Vicente, dá um passeio pelas ruas da localidade e visita as Grutas e Centro de Vulcanismo de São Vicente. Além de uma visita guiada pelas grutas através de um percurso subterrâneo – que tem mais de mil metros de comprimento, vais ficar a saber mais sobre a sua origem. Há ainda pequenos lagos de água transparente, câmaras amplas, e todo um conjunto de pormenores que ajudam tornar o ambiente ainda mais místico. No final do percurso, no Centro de Vulcanismo, vais poder assistir a espetáculos audiovisuais que recriam a evolução geológica das grutas, a erupção de um vulcão e a simulação do nascimento do arquipélago da Madeira.

Depois de uma manhã mais lúdica, segue para oeste em direção a Porto Moniz e faz uma paragem no Seixal. A Praia do Seixal e as Piscinas Naturais do Seixal são o local ideal para a próxima paragem. Aproveita para relaxar na praia de areia escura e mergulha nas suas piscinas naturais formadas pela pedra negra vulcânica. Aprecia a paisagem à tua volta, ora com a vista para as montanhas e a natureza que as envolve, ora para a imensidão do mar no horizonte. Faz ainda uma paragem na Ponta do Poiso para apreciar a paisagem.

Entre São Vicente e o Seixal faz uma paragem rápida no Miradouro do “Véu da Noiva”. Na antiga estrada que liga as duas localidades vais ver uma cascata que verte água pela encosta abaixo, fazendo lembrar o véu branco de uma noiva.

O dia termina em Porto Moniz, uma pequena vila situada a nordeste da ilha. Famosa pelas suas piscinas naturais – as Piscinas Naturais de Porto Moniz – é um dos pontos a não perder na Madeira. Depois de um mergulho, não deixes de visitar o Forte S. João Baptista e o Miradouro do Porto de Abrigo.


DIA 4 | Funchal

Começa o dia cedo e visita Mercado dos Lavradores, no Funchal. Inaugurado em 1940 com a ambição de ser o grande polo abastecedor da cidade, é hoje um dos marcos da capital madeirense. Visitar este mercado é fazer uma visita aos sabores, cheiros, cores e tradições da ilha da Madeira.

Caminha até ao Teleférico do Funchal-Monte, entra numa cabine e aprecia a vista a 360 graus. À medida que subimos, observa a mudança de cenário. O edificado urbano da cidade dá lugar às casas construídas nas encostas e uma imensidão verde. No topo, na freguesia do Monte, tens  vista privilegiada para a beleza natural da Madeira.

Teleférico do Funchal-Monte

Segue até à Igreja da Nossa Senhora do Monte, no topo de uma escadaria com Construída no século XVIII, esta igreja . No altar-mor encontra-se a imagem de Nossa Senhora do Monte. Venerada desde os primórdios do povoamento da ilha da Madeira é a padroeira da Diocese e da cidade do Funchal.

Dedica o resto da manhã a explorar o Jardim Tropical Garden Monte Palace, propriedade da Fundação Joe Berardo. Este jardim com cerca de 70.000 metros quadrados abriga mais de 100.000 espécies vegetais. Foi em tempos, durante o século XVIII, um luxuoso hotel, mas hoje é uma belíssima propriedade com espaços de exposição, um museu e um jardim com plantas e flores exóticas de todo o mundo. Juntamente com os cisnes e patos, que povoam a lagoa central, as carpas Koi, e os pavões e galinhas, que circulam livremente nas restantes áreas do jardim, é um verdadeiro museu-vivo natural. Além da riqueza florestal, o jardim tem também uma das mais belas paisagens para a baía do Funchal. É também num dos miradouros do jardim que se pode experimentar, gratuitamente, o famoso Vinho Madeira de colheita própria. O Monte Palace possuí também uma grande colecção de painéis de azulejos, que se podem encontrar ao longo do jardim. É considerada uma das maiores e ricas colecções do país.

É também na freguesia do Monte que podes vivenciar uma das experiências mais peculiares da ilha da Madeira. Os Carreiros do Monte são um meio de transporte secular e muito famoso pelos seus carros de cesto. Tradicionalmente produzidos por artesãos num método clássico e artesanal, não são mais do que uns cestos feitos de vime montados sobre patins de madeira. Originalmente, era produzidos para que os abastados donos das quintas no Monte pudessem descer até ao centro do Funchal. Hoje, são uma experiência única a não perder na Madeira. Os Carreiros, os homens que conduzem este meio de transporte atípico, penduram-se na extremidade dos cestos e conduzem os viajantes, com perícia, pela descida vertiginosa até ao Livramento. Trajados de branco, de chapéu de palha na cabeça e de botas com grossas solas de borracha – que servem de travões – este homens encaram este trabalho como mais do que uma profissão, mas como um estilo de vida que assumem com paixão desde cedo. São cerca de 2 quilómetros de pura adrenalina, pela estrada do Caminho do Comboio, que ajudam a preservar uma tradição que remonta ao século XIX.

Vista Panorâmica do Teleférico do Funchal-Monte

De regresso ao Funchal, almoça numa restaurante tradicional na capital. Aproveita para explorar as portas com instalações de arte do projeto “Arte de Portas Abertas”, agora durante o dia. Segue até à Fortaleza de São Tiago. O Forte de Santiago foi construído como fortaleza de defesa do porto do Funchal no início do século XVII.  Aproveita o resto do dia a conhecer o Funchal e o seu centro histórico.

Vai caminhando pelo centro histórico do Funchal até à Sé Catedral do Funchal. Situada no coração do histórico da capital esta é a mais emblemática obra do período Manuelino na Ilha da Madeira. Finalizada em 1514, a Sé é composta por várias capelas de épocas distintas, construídas ao longo dos séculos. A sua bonita Torre Sineira destaca-se do conjunto exterior, pela sua imponência e beleza arquitetónica. Segue até ao imponente edíficio do Banco de Portugal. À sua frente, a Estátua João Gonçalves Zarco, o antigo navegador português que em 1418, juntamente com Tristão Vaz Teixeira, descobriu o arquipélago da Madeira. Após a ilha ter sido repartida em capitanias, coube a João Gonçalves Zarco a capitania do Funchal.

Continua pela Avenida Arriaga, uma das principais do Funchal, até à Rotunda do Infante. O Chafariz da Rotunda do Infante, com a estátua do Infante D. Henrique ao fundo, é uma das imagens de marca da cidade do Funchal. Do outro lado da rotunda, encontras o Jardim de Santa Catarina, um dos locais mais aprazíveis do Funchal. No topo do porto do Funchal, o Parque de Santa Catarina tem uma área de 36.000 metros quadrados de um vasto relvado rodeado por espécies arbóreas de todos os cantos do Mundo. Além da inúmeras árvores e flores, tem inúmeras esculturas dedicadas a diversas personalidades – Cristóvão Colombo é um deles-, e até uma capela. A Capela de Santa Catarina foi mandada construir, em 1425, pela mulher de João Gonçalves Zarco em honra de Santa Catarina de Alexandria. O parque tem também vistas sobre a baía do Funchal, e é o lugar perfeito para fazer uma caminhada ou relaxar ao final do dia.

DIA 5 | Eira do Serrado, Curral das Freiras e Garajau

Segue até Miradouro da Eira do Serrado, a cerca de 30 minutos do Funchal. Daí, vais ter vista privilegiada para o Curral das Freiras, uma pequena povoação no fundo de um vale. Conta a história que terá sido ali que as freiras do Convento de Santa Clara se terão refugiado dos piratas franceses durante o século XVI. Situado na profundeza do vale e rodeado de montanhas, é, sem dúvida, um cenário deslumbrante. 

Faz uma paragem para o almoço no Sabores do Curral, no Curral das Freiras, um restaurante com uma comida típica deliciosa e uma vista soberba para as montanhas e vales envolventes. O Curral das Freiras é conhecido como a terra de castanhas, um alimento muito popular e utilizado em diversos pratos. Também a ginja tem ali grande tradição, sendo famosa a ginjinha, um produto regional muito popular. Há sopa de castanha, creme de castanha, frango recheado com alheira e castanha, lombo de porco recheado com castanha e até o bolo do Curral é feito à base de castanhas. Aproveita para fazer uma caminhada depois de almoço e dá um passeio a pé por esta povoação muito pitoresca.

Segue até ao Miradouro do Pico Alto, situado em pleno Parque Ecológico do Funchal. o Miradouro do Pico Alto situa-se a 1129 metros de altitude e permite-nos observar o Chão da Lagoa e a baía do Funchal. Aproveita para fazer uma caminhada pelo Parque, em completa imersão com a natureza envolvente.

Segue rumo à Ponta do Garajau e o Cristo Rei da Ponta do Garajau. O monumento religioso, inaugurado em 1927, é também um miradouro com uma vista incrível à sua volta . O Miradouro do Cristo Rei é uma majestosa estátua, mandada construir como cumprimento de uma promessa, que fica no topo de uma colina que se precipita a pique em a direção do mar.

Cristo Rei da Ponta do Garajau

Ao longe, se o tempo o permitir, vais conseguir avistar as Ilhas Desertas, a Reserva Natural do Garajau, parte da baía do Funchal e o Caniço de Baixo. Através do Teleférico do Garajau podes descer até Praia do Garajau, um espaço balnear que tem também um centro de mergulho. O arquipélago da Madeira é um dos paraísos do mergulho em Portugal. Se fores fã de mergulho, ou se tiveres curiosidade em experimentar, este é o sítio local para o fazer. Aproveita a oportunidade e fica a conhecer de perto a Reserva Marinha do Garajau.


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