Cadernos de ViagemTwo Feet on the Ground

Como visitar o Kruger Park na África do Sul

Perto de 20 mil quilómetros quadrados de terra abrigam uma das maiores ecossistemas do Mundo. É no Kruger Park, na África do Sul, que inúmeras formas de vida se fundem com paisagens incomparáveis. Um retrato perfeito das profundezas de África. Assim que os pés tocam na terra húmida, é altura de dizer: “Bem-vindos a África!”.

O Kruger National Park é considerado a maior reservado natural da África do Sul e um dos principais observatórios de vida selvagem do mundo. Habitat natural dos tão desejados “Big Five of Africa” – leão, elefante, rinoceronte, leopardo e búfalo -, o Kruger é também casa de centenas e centenas de outras espécies de fauna e flora. Visitar esta reserva natural e fazer um safari na savana africana é, sem dúvida, a experiência de uma vida. Este guia dá-te a conhecer tudo o que precisas de saber para prepares a tua visita ao Kruger Park.

Visitar o Kruger National Park

Kruguer National Park

O Kruger National Park é o destino da África do Sul mais procurado para a prática de observação animal. O parque está localizado no nordeste do país, nas províncias de Mpumalanga e Limpopo. Estende-se por mais de 350 km, de norte a sul, e faz fronteira com Moçambique. Juntamente com o Parque Nacional do Limpopo, em Moçambique, e com o Parque Nacional Gonarezhou, no Zimbabwe, formam o Parque Transfronteiriço do Grande Limpopo. O Parque Nacional Kruger faz parte da Reserva da Biosfera Kruger-Canyons.

História do Kruger Park

Foi em 1927 que o Kruger National Park abriu oficialmente as portas. A ideia de criar o Kruger Park surgiu anos antes, em 1895, quando dois membros do antigo Parlamento sul-africano apresentaram a proposta para se criar uma reserva de animais. Três anos mais tarde, o então presidente da República do Transvaal, Paul Kruger, formalizou a constituição de um “Parque Natural da Vida Selvagem”. O parque ficaria então conhecido como a Sabi Game Reserve. Havia, na altura, uma grande preocupação com a actividade de caçadores furtivos, e Kruger surgiu para defender os animais que estavam a ser vítimas dos exploradores de ouro. Por essa razão, em 1926, o parque expandiu-se e acabou por ser baptizado o com o apelido do antigo líder sul-africano. Os primeiros motoristas de safari entraram no parque em 1927, após a sua abertura ao público, por um valor de 1 libra. Hoje, o Kruger Park recebe mais de um milhão de visitantes por ano e é um dos mais famosos parques naturais de África.

Kruger Park 6

Como visitar?

É possível explorar o parque por conta própria (o famoso self drive safári) ou através de visitas guiadas privadas. Quando se passeia em viatura própria há regras a cumprir, como não sair do carro, não abrir as janelas e não interagir com os animais. Se, por um lado, a vantagem de poderes explorar sozinho o parque é a de teres liberdade para o fazeres ao teu ritmo e vontade, e custo mais baixos, a maior desvantagem é de que se o fizeres com um guia é o conhecimento que este tem do parque. Em todo o caso, ambas são excelentes opções. Se estiveres durante vários dias no Kruger, opta por um misto das duas. Para facilitar, podes consultar os sighting board nas entradas e rest camps do parque para ver os locais em que as pessoas marcaram como tendo avistado animais.

O que fazer?

Apesar de ser uma reserva natural de fauna e flora selvagem, e a principal atração ser a observação dos animais no seu habit natural, há muito para fazer dentro do parque. O mais importante de ter em mente é que cada dia no Kruger é um dia diferente. Fora os passeios pelo parque, as atividades dentro dos camps, e não só, são imensas. Podes interagir com os animais em áreas reservadas, fazer safaris noturnos, sobrevoar o parque de avião, visitar o centro de recuperação animal, fazer rafting e até ir ao SPA e jogar golf. Dentro dos limites do Kruger existem ainda uma grande quantidade de artefatos e locais históricos e arqueológicos, como pinturas rupestres, ruínas e achados de artíficios culturais de sítios arqueológicos que remontam à Idade da Pedra.

Onde ficar?

Dormir com vista a céu aberto da savana africana é um sonho de qualquer viajante. Ao longo do Kruger Park, há zonas de campismo e lodges de luxo que servem de alojamento para os visitantes que aí quiserem pernoitar. Se dormir num luxuoso lodge, com todas as regalias que este oferece, é um dos ex-líbris da experiência, há que saber que é uma experiência que te vai pesar (bastante) na carteira. Isso não significa, contudo, que quem esteja a viajar com um orçamento mais restrito tenha que retirar a experiência de visitar o Kruger Park da lista, ou não pernoitar no parque. As opções são mais que muitas e vão desde dormir em tendas luxuosas com nada no

Além dos lodges luxuosos das reservas privadas, existem outras alternativas para ficares alojado dentro ou fora do parque. No Kruger, há 17 rest camps disponíveis que funcionam como pequenas cidades e que oferecem possibilidades de hospedagem e serviços básicos, como pequenas lojas e restaurantes. A maior parte destas áreas de campismo tem tendas, bungalows e cháles devidamente equipadas. O Skukuza Camp é o camp mais movimentado e o maior de todos, funcionado quase como a capital do Kruger Park. Podes optar por ficar a dormir num dos muitos alojamentos fora do parque, situados em localizações muito próximas. Se optares o fazer, tem apenas atenção às horas de abertura e encerramento do parque.

Quantos dias?

Em relação ao número de dias de estadia, ou de visita, este dependerá naturalmente da tua disponibilidade. Lembra-te apenas que estamos a falar de uma reserva natural, e que nem todos os dias vais ver os Big Five, ou encontrar impalas e macacos à porta do bungalow. Ao dedicares mais dias ao parque, aumentas a probabilidade de veres todos os animais no seu habitat natural. Pelo menos, 2 dias é o mínimo para desfrutares verdadeiramente desta experiência única.

Quando visitar?

Qualquer altura é boa para visitar o Kruger Park, mas a melhor altura do ano é entre Maio e Novembro. Cada época tem características particulares. Com o tempo seco, entre abril e setembro, pode ser mais fácil a observação de animais pois a vegetação está menos densa e as temperaturas são mais moderadas. Na época das chuvas, entre novembro e março, o cenário é infinitamente mais bonito. A observação de animais pode ser dificultada pela vegetação, que está muito mais exuberante nesta altura. Há medida que se vai seguindo de norte para sul, a probabilidade de encontrar animais aumenta, com o aumento da pluviosidade e população de caça. Ainda assim, é sempre um jogo de sorte (ou acaso) . Uma coisa é garantida, animais vais sempre ver, podem é ser uns mais raros (e maiores) que outros. Outra certeza, é de que onde há água, há animais. Principalmente quando o calor aperta, e é mais frequente encontrar animais junto a pontos de água e ao longo dos rios.

Como chegar?

Existem diversas maneiras de chegar até ao parque. Podes fazê-lo de carro, vindo de Joanesburgo ou Pretória e seguindo até ao portão de Phalaborwa, na área central do Kruger Park. Se vens do lado de Moçambique, podes entrar pelas portas em Crocodile Bridge ou Malelane, a sul, ou Pafuri, a norte. A entrada de Pafuri é também muito perto da fronteira com o Zimbabwe. Há também voos internos dos principais aeroportos internacionais do país, para aeroportos nacionais mais perto do parque, e que transportes privados que fazem a ligação até ao parque.

Visita o site ofical do Kruger Park para começares a planear a tua viagem de sonho na África do Sul

Se vieres de Joanesburgo, aproveita a viagem de carro para fazer um desvio de 1 ou 2 dias e explorar a Rota Panorâmica pelo Blyde River Canyon. O desfiladeiro do Rio Blyde é o terceiro maior desfiladeiro, ou canyon, do mundo. É considerado também o maior canyon verde do mundo, e abriga uma grande diversidade de vida, incluindo numerosas espécies de peixes, aves, antílopes e outros mamíferos habituais na África do Sul. A Panorama Route é uma das rotas mais cénicas do mundo, com paisagens incríveis para o Blyde River Canyon, com cascatas naturais inusitadas, formações rochosas peculiares e uma fauna e flora incomparável.


Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.