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ROTEIRO DE VIAGEM | Sri Lanka

Roteiro viagem sri lanka

A antiga ilha de Ceilão, é agora – desde 11972 – o Sri Lanka. Um país que condensa tudo aquilo que um paraíso tropical pode oferecer: praias paradisíacas de areia fina, regiões montanhosas cobertas por plantações de chá, templos budistas milenares, vestígios coloniais repletos de história(s), uma fauna e flora rica inigualável, tradições ancestrais ainda vivas e a gentileza de um povo que nunca pára de sorrir. Conhecido como o rubi do oceano Índico, ou a pérola da Índia, o Sri Lanka é tudo isto, e muito mais.

Serendip, o termo árabe pelo qual também foi outrora conhecido o Sri Lanka, dá origem à palavra inglesa serendipity. Em português, “serendipidade” traduz o acto de descobrir algo agradável, por acaso. E não podia existir termo mais apropriado para descrever esta viagem ao Sri Lanka. Um feliz acaso levou-nos até este destino inusitado. O roteiro de 6 dias é curto para o que o Sri Lanka tem para oferecer. Apesar de muito ter ficado por explorar, o Sri Lanka é uma país incrível para incluires na tua lista dos próximos destinos.

Dia 1 – Chegada ao Sri Lanka e viagem até Dambulla

À chegada ao aeroporto Bandaranaike, em Negombo, encontramos um país de clima tropical e aromas inconfundíveis. A viagem seguiu em direcção a Dambulla, cidade que serviu de base para explorar o triângulo cultural do Sri Lanka. A viagem demorou 4 horas para percorrer cerca de 170 quilómetros. Chegamos a Dambulla já era noite cerrada, e depois de nos instalarmos na nossa guesthouse, demos o dia de viagem por concluído.

Dia 2 – Sigirya e Polonnarwua 

Acordamos cedo, tomamos o pequeno-almoço, e seguimos a pé até a rua principal. A viagem segue, de autocarro, até Sigirya. Localizada a 17 km de Dambulla, a antiga cidade de Sigiriya é dos cartões postais do Sri Lanka. O bilhete de entrada custa 30 USD (2016) e dá acesso ao complexo. Passamos pelos Royal Gardens, grutas com pinturas, a Parede dos Espelhos, e chegamos à entrada da Lion Rock, que dá nome ao local. Damos de caras com o que restas das patas do leão que fora outrora ali esculpido na gigantesca rocha. Subimos pelas escadas vertiginosas até ao topo plano da rocha com 200 metros de altura e percebemos o encanto da fortaleza de Sigirya. A subida é árdua, mas a vista deslumbrante que encontramos à nossa volta não nos deixa indiferentes.

Depois de caminhar no topo de Sigirya e descobrir os seus detalhes, regressamos à base. Paramos num pequeno restaurante na rua e almoçamos os primeiros pratos típicos cingaleses. Seguimos a viagem de autocarro até Polonnarwua, a antiga capital do reino. Alugamos umas bicicletas e seguimos até ao Museu Arqueológico de Polonnaruwa comprar os bilhetes. O resto da tarde foi passado explorar os mais de 5 km quadrados que compõem o complexo arqueológico. Entre centenas de estruturas antigas, templos, estátuas, túmulos e estupas. Um dos mais famosos é o Gal Vihara, que alberga duas enormes estátuas de Buda – um reclinado e outro de pé. Já o sol se tinha posto no horizonte quando saímos de Polonnarwua, e regressamos de tuk-tuk a Dambulla. O cansaço era tanto que saímos apenas para ir comprar jantar num restaurante com take-away perto da guesthouse, e acabamos por jantar no quarto.

Dia 3 – Dambulla e Kandy

O dia começa, mais uma vez, bem cedo para aproveitarmos para conhecer a pequena cidade que nos acolheu durante os primeiros dia no Sri Lanka. Apanhamos boleia de tuk-tuk do dono da guesthouse onde ficamos, e seguimos até ao Dambulla Cave Temple, um templo construído dentro de uma caverna. O templo é, na verdade, um complexo composto por 5 cavernas independentes, construídas a mais de 160 metros de altura. Em cada uma das 5 cavernas (Devaraja Viharaya, Maharaja Viharaya, Maha Alut Viharaya Cave, Pachima Viharaya, Devana Alut Viharaya), encontramos estátuas e pinturas budistas. São, no total, 153 estátuas de Buda. Além do templo em si, o mais impressionante é o local onde este foi construído, em plena harmonia com a natureza. A vista do templo é também uma das mais deslumbrantes da região.

Dambulla Cave Temple, um templo dentro de cavernas nas alturas

Voltamos à base, onde se encontra o Golden Temple. Muitas vezes confundido com o Cave Temple, este templo dourado é bem mais recente e igualmente impressionante. No seu interior é possível visitar um museu sobre o budismo. Ao início da tarde, despedimo-nos de Dambulla e apanhamos o autocarro até Kandy. Uma viagem longa e atribulada, mas que nos permitiu observar, da janela, o quotidiano de um Sri Lanka mais profundo e intocado.

Golden Temple (Dambulla)

À chegada a Kandy, encontramos uma cidade um pouco diferente do que conhecemos do Sri Lanka até então. É uma cidade pequena e mais desenvolvida, construída em volta de um enorme lago, e envolta pelas colinas. Uma cidade imponente da era colonial. A meio da tarde, visitamos o Sri Dalada Maligawa, o Templo do Dente Sagrado que é considerado o templo mais sagrado do Sri Lanka. Caminhamos, sem sapatos, pelas diferentes salas do templo, observando os crentes em oração, os pequenos aprendizes de monges e as oferendas de comida e flores a cada recanto. Diz-se que é aqui que se encontra guardado um dos dentes de Buda, e apesar de não ser possível vê-lo, sente-se facilmente a devoção do seu povo. Aproveitamos o final da tarde, enquanto o sol se põe, para caminhar pelo centro de Kandy, sem destino. Já de noite regressámos de tuk-tuk ao hotel e preparamo-nos para a viagem do dia seguinte.

Dia 4 – Comboio Kandy-Ella e Nuwara Elyia

No dia seguinte, saímos cedo do hotel e vamos até à Kandy Railway Station. O nosso destino: Nuwara Elyia. Apesar da confusão inicial nas bilheteiras, conseguimos comprar bilhete para o comboio que saía dali a pouco tempo. À hora marcada, o comboio entra na linha e centenas de pessoas apressam-se a embarcar. Considerada por muitos como uma das mais bonitas viagens de comboio do mundo, a viagem entre Kandy e Ella, é de facto uma experiência imperdível. Começámos a viagem na última carruagem do comboio, onde é possível ter um contato mais autêntico com os locais, mas depois de algum tempo seguimos até às carruagens da 2ª classe. Com mil tons de verde, o comboio vai serpenteando pelas linhas coloniais, enquanto nas suas margens vemos a população local no seu dia-a-dia. Dezenas de turistas, e até locais, curiosos baloiçam nas portas abertas entre carruagens ou metem a cabeça de fora da janela para apreciar a paisagem.

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sri lanka viagem comboio

A viagem de comboio terminou, mais de 4 horas depois, em Nanuoya. Seguimos até Nuwara Eliya num transporte privado. Chegamos à região também conhecida como Little England ao início da tarde e aproveitamos para a explorar. Esta região, que em tempos foi um retiro colonial britânico, é onde se situam as maiores plantações de chá do Sri Lanka. Depois de visitar as Ramboda Waterfall, seguimos pelas planícies de chá e visitámos uma das maiores fábricas da região: a Bluefield Tea Factory. O final de tarde foi passado a vaguear pelas plantações, onde os últimos trabalhadores terminavam o seu dia. Depois de jantar num restaurante típico no meio dos locais, damos o dia por terminado. Regressamos à nossa cottage no meio das colinas cobertas de plantações de chá.

Plantações de chá do famoso Chá de Ceilão, em Nuwara Elyia

Dia 5 – Viagem até Mirissa

O dia seguinte foi praticamente passado em viagem. Passamos parte da manhã em Nuwara Eliya, onde depois embarcámos numa aventura de cerca de 7 horas de viagem entre montes e vales, curvas e contra-curvas e cascatas à beira da estrada até Matara, no sul do Sri Lanka. Apesar do dia ter sido passado dentro de autocarros, da janela, fomos vendo a dura realidade deste país, mas também o que de melhor tem para oferecer. À chegada a Matara, seguimos de tuk-tuk até ao hostel em Mirissa. Aproveitamos os últimos raios de sol, e jantamos um verdadeiro manjar dos deuses do mar num restaurante sob a praia, a dois passos do nosso alojamento.

Dia 6 – Mirissa e regresso a Colombo

O último dia no Sri Lanka serviu para aproveitar para apanhar sol só com o oceano Índico no horizonte. Depois de seguimos até a Secret Beach. Uma praia quase secreta e de difícil acesso por entre trilhos de densa vegetação. Como perdemos praticamente um dia em viagem até às praias, acabamos por não ir passar o dia a Galle como tínhamos previsto. Aproveitamos antes para apanhar uns últimos mergulhos e banhos de sol em Mirissa. O almoço, feito numa restaurante na praia, foi um prato enorme de peixe e marisco fresco. Uma. Seguimos até Matara, onde ficamos , e de seguida apanhamos um autocarro de regresso a Colombo. Já em Colombo, onde apenas , seguimos até aeroporto, onde nos despedimos do incrível e surpreendente Sri Lanka.

Praia de Mirissa

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