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Revolut, viajar sem fronteiras financeiras

É frequente gastar-se dezenas ou até centenas de euros em taxas e comissões bancárias devido a levantamentos no estrangeiro. É um custo extra que pesa no orçamento de viagem. Isso acabou com a chegada da Revolut em 2015. Mas afinal o que é a startup britânica Revolut que quer revolucionar o sistema bancário?

A Revolut é uma alternativa bancária digital que funciona através de uma aplicação móvel. É uma aplicação que foi criada com o objetivo de diminuir os custos de transações bancárias no estrangeiro. É uma aplicação para todos aqueles que gostam de viajar (e não só!). O sistema permite ter uma conta exclusivamente online e um cartão de débito físico (e digital) que funciona através de pré-carregamento. Tudo através de uma app.

Com a Revolut é possível levantar dinheiro, fazer pagamentos e transferir dinheiro de forma gratuita para cerca de 120 países ou converter automaticamente o saldo de uma moeda para outra. É possível levantar até 200 euros por mês nas caixas automáticas de mais de 130 países, sem qualquer custo associado. Após ultrapassado esse limite, a taxa passa a ser 2% do montante levantado – bastante inferior ao que é aplicado pela maior parte dos bancos . Tudo isto é possível com o plano gratuito, mas há também subscrições premium que tem mais vantagens.

Fiquei a conhecer a Revolut em 2017 por recomendação de amigos. Em 2018, decidi pedir o cartão Revolut para experimentar. A verdade é que foi uma das melhores descobertas que já fiz. Em viagens anteriores, nomeadamente durante as quase 4 semanas que passei na Ásia, em 2016, a explorar Singapura, Malásia e Indonésia, entre taxas de câmbio, comissões impostos de selo, gastei pelo menos 60 euros. Por cada movimento pode parecer pouco os 2 ou 3 euros que são cobrados, mas quando somamos tudo, é um balúrdio. Durante a viagem à descoberta da Indochina utilizei sempre o cartão Revolut e a poupança foi brutal. Dos 500€ que levantei, divididos entre 2 meses, paguei apenas 3,88€ de taxas. Para além disso, fiz sempre pagamentos com o cartão e sem pagar qualquer valor adicional.

O cartão não tem, na teoria, qualquer custo. Na prática, para adquirir um cartão Revolut é necessário transferir 10 euros para o cartão, após criar a conta (que demora apenas alguns minutos). Nesse momento, são debitado 5,99€, correspondente aos custos de entrega do cartão. Contudo, é frequente e a aquisição do cartão fica sem qualquer custo.

O cartão Revolut funciona com pré-carregamento (top up). O saldo é carregado instaneamente caso o carregamento seja feito através de um cartão de crédito. Para os cartões de débito, a transferência pode demorar até 48 horas úteis. Além do carregamento atrás de uma transferência interbancária, o Revolut pode ser também carregado através de Apple Pay ou Google Pay. Além dos levantamentos e pagamentos no estrangeiro, o cartão Revolut pode ser também associado à conta Uber ou Grab, por exemplo, e dessa forma já não são cobrados custos adicionais por cada viagem.

A taxa de conversão de uma moeda para outra é instantânea e praticamente imbatível. Entre 25 moedas diferentes a nível mundial, é aplicada a taxa real daquele momento, sem qualquer comissão extra ou acréscriscimo. A poupança, neste caso, varia de banco para banco, e pode ser mais (ou menos) compensatória.

Para quem gosta de viajar ou costuma viajar frequentemente para países com moedas diferentes, o Revolut é uma excelente opção. Este ano durante a minha viagem à neve passei por Genebra, na Suiça, e voltei a fazer todos os pagamentos com o Revolout. O resultado? Nem um cêntimo gasto em comissões ou taxas desnecessárias.

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