Diário de BordoTwo Feet on the Ground

Dias 1, 2, 3 e 4 | Amesterdão, a mais liberal capital europeia

Bicicletas, canais e tulipas: elementos que associamos de imediato a Amesterdão. Mas a capital holandesa é muito mais que isso. Amesterdão é a cidade que guarda as maiores obras de arte de Van Gogh e Rembrandt. E uma história que simboliza um dos mais tristes momentos de mundo moderno: a de Anne Frank e do Holocausto. É a cidade das coffeeshops e da prostituição liberalizada. Amesterdão é uma cidade de contrastes, e uma cidade ímpar. De uma modesta vila de pescadores no século XIII a uma das principais cidades europeias, Amesterdão preservou no tempo a sua cultura e tradição e deu um salto para o futuro, onde modernidade é encontrada a cada esquina em simbiose perfeita com a história holandesa.

dia 0 | a chegada

Depois de meses de planeamento (ou falta dele), a viagem a Amesterdão finalmente aconteceu. Saímos de Lisboa ao final do dia com destino à Holanda. Os voos, como foram marcados com pouca antecedência, ficaram a 150€ por pessoa (60€ de ida na Transavia e 90€ na volta pela EasyJet). À chegada ao aeroporto de Schipol (onde já tinha passado umas boas horas em escala na viagem à Indochina), apanhámos um Uber até ao hotel. Passavam poucos minutos da meia-noite quando fizemos check-in, e saímos minutos depois em busca de um local para jantar. Apesar de estarmos numa área bastante central, como já era tarde, não conseguimos encontrar nenhum restaurante, café ou bar aberto. Depois do passeio noturno inusitado, acabámos por voltar para o hotel, encomendar comida através do UberEats (maravilha da tecnologia) e a comer pita shoarmas (pitas shoarma?) às 2:00 da manhã.

dia 1 | “we’re started from the bottom, now we’re here.”

O primeiro dia em Amesterdão começa com uma ida ao supermercado, aproveitando também para conhecer a área onde ficava o hotel (Cityden Museum Square Hotel Apartments). A pouco minutos de distância, fica o bairro De Pijp, um dos bairros mais vibrantes e populares de Amesterdão. Aqui podemos encontrar uma grande variedade de cafés, restaurantes, ateliers de arte e concept stores. Também conhecida por “Quarter Latin”, a lembrar o conhecido bairro parisiense, esta área está repleta de estudantes e artistas. É também ali que se situa o maior e mais completo mercado de Amesterdão: o Albert Cuyp Market.

Compras feitas e deixadas no apartamento, caminhamos à descoberta de Amesterdão. Também a poucos minutos do hotel, encontramo-nos em Museumkwartier, um dos bairros nobres da cidade. É neste bairro que se localiza Museumplein, onde encontramos alguns dos principais museus da cidade: Rijksmuseum, Van Gohg Museum, Moco Museum, entre outros – não é por acaso que esta zona é conhecida como a Praça dos Museus. Já não conseguimos visitar nenhum dos museus, pois os bilhetes online estavam esgotados e não quisemos perder tempo nas filas.

No centro da praça há um enorme jardim, onde costumam realizar inúmeros eventos e festivais. Por coincidência, o Ajax tinha confirmado no dia anterior a conquista do campeonato de futebol holandês e Amesterdão saiu (literalmente) à rua para celebrar. Milhares e milhares de pessoas, vestidas com as cores do clube holandês, juntaram-se para festejar pelas ruas da cidade. A caminho da Praça dos Museus, onde mais tarde iam receber a equipa de futebol. Como já tínhamos programa planeado para esse dia, e bilhetes comprados, não pudemos ficar para a festa.

Seguimos o passeio a pé até ao coração de Amesterdão, passando pelos pitorescos canais da capital holandesa, até chegar a uma das mais importantes praças de Amesterdão: a Praça Dam. Palco de inúmeros eventos históricos de grande importância, é nesta praça que se situa o Koninklijk Paleis (Palácio Real), a Niewe Kerk (Igreja Nova) e o museu Madame Tussauds. No centro podemos ver o obelisco de mármore com 22 metros de altura construído em homenagem aos soldados que faleceram durante a II Guerra Mundial: o National Monument.

Atravessamos pelo meio de Amsterdam Centraal, a estação central de Amesterdão, e ponto de partida (e chegada) de muitos milhares de turistas e habitantes holandeses que por ali passam todos os dias. Atrás da estação, já junto ao rio, apanhamos o ferry que faz a travessia (gratuita) para a parte moderna de Amesterdão. É precisamente na outra margem se que se situa o primeiro ponto de paragem do nosso programa para este dia: o A’dam Lookout.

Tínhamos comprado um bilhete combinado que nos dava acesso ao A’dam Lookout, fazer uma viagem de barco pelos canais de Amesterdão até chegar à última paragem, o Heineken Experience. O bilhete Rock The City foi comprado online diretamente no site do A’dam Lookout e custou 32,5€ por pessoa. Por mais 5€ tivemos direito a andar no baloiço existente no topo da torre, o ‘Over the Edge’.

Já na A’dam Tower, a experiência começa logo com a subida no elevador que nos leva do 1º ao 20º andar em apenas 20 segundos. Não se trata de uma subida banal, mas uma experiência de luz e som, já que o elevador está completamente coberto de luzes neon que iluminam, de forma quase psicadélica, a subida. Do topo, temos uma vista panorâmica para Amesterdão e um rooftop muito agradável. É aqui que se situa o baloiço mais alto da Europa, que junta às melhores vistas panorâmicas da cidade uma grande dose de adrenalina. A (apenas) 100 metros de altura. Esta é, sem dúvida, uma experiência que aconselho a quem visitar a cidade!

Já com os pés assentes no chão, onde se encontram as famosas letras “Iamsterdam”. Até ao final de 2018, estas letras encontravam-se na Museumplein e eram muito populares entre turistas, mas devido à grande afluência num espaço limitado, passaram agora a “viajar” pela cidade e dando a conhecer outras áreas. Além deste local, existem mais 3 outros pontos em Amesterdão onde é possível encontrar as letras mais instagramáveis de Amesterdão – um deles é o aeroporto de Schiphol, onde encontrámos as letras logo à chegada.

Apanhamos o barco que nos levou ao último ponto da visita, desta vez pelo rio Amstel. Pelo caminho, fomos apreciando as fachadas das casas tipicamente holandesas, com uma construção estreita e alta. Este fenómeno deve-se ao facto de ter havido grande aumento populacional na cidade, e como as rendas eram pagas de acordo com a largura das casas, deu-se origem a este tipo de construção. Passamos também pelo mais luxuoso e mais clássico hotel da cidade, o De L’Europe Amsterdam. Construído em 1896 e renovando em 2011, o icónico hotel combina o charme antigo e tradicional com as mais modernas inovações. O preço de uma noite pode variar entre os 500 e os 3.600 euros.

A última paragem do dia foi a icónica Heineken Experience, o museu da cervejeira holandesa nascida em 1864 que está instalado naquela que foi a primeira fábrica da marca. O espaço da antiga fábrica de cerveja mantém o seu traço original e conserva os equipamentos que faziam parte do processo de produção. A visita guiada começa precisamente pelo princípio do processo de produção da cerveja, e leva-nos pela história da marca nascida na Holanda e que hoje está presente em mais de 190 países. É também um local icónico para amantes de publicidade, não fosse a Heineken uma das mais reconhecidas e prestigiadas marcas a nível global. O museu oferece-nos muito mais que uma visita pelas instalações da antiga fábrica. É uma verdadeira experiência 4D que nos guia desde a história da marca, o processo de produção da cerveja, ao caminho que as garrafas percorrem até chegar às mãos dos milhões de consumidores em todo o mundo. Acabamos a visita no bar Heineken, onde temos direito a 2 cervejas, e a brindar como os locais. “Proost!”.

Já ao final do dia, caminhamos pelas ruas, onde o sol se vai pondo entre os canais, e terminamos o dia a jantar no bairro Pipj num pequeno restaurante tipicamente italiano.Devido à forte emigração que a cidade foi recebendo ao longo dos anos, Amesterdão é um paraíso de restaurantes de todo o mundo.


dia 2 | amesterdão e os seus pecados mortais

O segundo dia não correu tão bem como planeado. O plano era ir de autocarro até junto do jardim de Keukenouf, em Lisse, e alugar bicicletas para durante aquela manhã explorarmos os campos de tulipas da região. Tínhamos lido que era uma alternativa, muito engraçada, à visita ao jardim, e pareceu-nos uma excelente ideia.

Apanhámos o metro em Pipj até Europlein, onde apanhámos um autocarro até à entrada do Keukenouf. Sabiamos que a época das tulipas estava a terminar, mas achávamos que ainda íamos a tempo de ver os campos cobertos por estas flores tão típicas. Para nossa surpresa, à chegada, percebemos que a época já tinha mesmo terminado, e que os campos coloridos tinham dado lugar a um vazio. Para que a viagem não fosse em vão, acabámos por visitar o Keukenhof Flower Garden, o maior jardim de flores do mundo. Comprámos os bilhetes online (ficavam ligeiramente mais baratos, a 17€), e apesar de não termos adorado a experiência (ao contrário das dezenas de turistas – chineses – que ali se encontravam) não deixou de ser um passeio diferente. O parque é composto inúmeros pequenos jardins com tulipas e muitas outras flores e plantas, algumas animações e um antigo moinho junto à margem do rio onde se podem fazer passeios de barco.

De regresso a Amesterdão, seguimos de metro até Rokin e explorámos mais um pouco daquela zona da cidade. Já tinhamos reparado que era frequente ver muitas pessoas pelas ruas com típicos cones de batatas fritas e como era hora de almoço, decidimos experimentar também. Diz-se que basta insinuir que as batatas fritas belgas são melhores que as holandesas para entrar numa calorosa e amigável discussão com um holandês. Verdade ou não, acabámos por experimentar as (d-e-l-i-c-i-o-s-a-s!) batatas fritas do Manneken Pis Amsterdam, que já ganhou diversos prémios das melhores batatas fritas da cidade. Curiosamente (ou não), a figura que dá nome a este estabelecimento é o famoso menino a urinar que se pode encontrar numa rua em Bruxelas (mais sobre o roteiro por Bruxelas aqui).

Seguimos até à Casa de Anne Frank, que nos leva numa viagem (introspectiva) no tempo e nos dá uma perpectiva intimista da vida de Anne Frank naquela casa. Convertida num museu a Casa Anne Frank é um memorial preservado no tempo para nos dar uma ideia do que foi a vida dos que ali se esconderam durante o Holocausto. Juntamente com os relatos do seu diário, a visita guia-nos pelo quotidiano vivido naquele minusculo anexo. Anne viveu em segredovcom a família e mais algumas pessoas neste anexo secreto durante 2 anos, até que foram descobertos (através de uma denúncia anónima) e enviados pra campos de concentração. Toda a família morreu, à excepção do pai, Otto Frank, cujo relato emocionado dos acontecimentos ouvimos pela sua própria voz. Anos mais tarde, Otto regressou a Amesterdão e descobriu que a filha tinha mantido um diário onde retratava as suas experiências e das pessoas à sua volta. O diário foi então editado e publicado, tornando-se um dos mais conhecidos livros em todo o mundo, e o livro mais traduzido de sempre. O audio guide que está disponível à entrada conta-nos a história de Anne e da sua família, numa narrativa que simboliza a história de tantas outras famílias de judeus que foram vitimas do regime nazi durante a Segunda Guerra Mundial. É aconselhável comprar bilhete com antecedência, uma vez que os bilhetes são vendidos online apenas e esgotam muito rapidamente. Com alguma sorte e depois de muitas tentativas, conseguimos encontrar uma slot horária disponível apenas uns dias antes da viagem. Os bilhetes custam 10€ e funcionam por período horários, ou seja, se escolher o período das 13:45 às 14:00, a entrada na casa-museu deve ser feita dentro desse período.

Depois da vista à Casa Anne Frank, continuámos a explorar a parte mais antiga da cidade. Também por ali, assim como um pouco por toda a cidade, existem inúmeras das famosas coffeeshops – afinal, na cidade mais liberal da Europa o consumo de drogas leves, como o cannabis, é tolerado. Existem diferentes tipos de coffeeshops, com ambientes para todos os gostos, mas algumas delas são verdadeiros “museus” e marcas de sucesso, como é o caso do Abraxas, Dampkring, The Bulldog Coffeeshop ou Greenhouse. Seja através da venda de cannabis, brownies ou bebidas com erva, é possível encontrar de tudo um pouco. Na maior parte delas, exista um ponto em comum: é raro encontrar um local onde o consumo de marijuana e o consumo de álcool seja possível em simultâneo. Atenção também que a venda e consumo na rua não são permitidos.

Entre ruas e ruelas, passámos pela Oudezijds Voorburgwal, a principal rua do Red Light District. Aquela hora, era uma como tantas outras. Peculiar é facto de, também ali, em pleno Bairro Vermelho, se situar a mais antiga igreja de Amesterdão: Oude Kerk. Acabámos a tarde a beber uma típica cerveja holandesa num pub (não tão típico holandês). Já de noite, seguimos até ao apartamento e acabámos por jantar umas pizzas. Mais tarde, e aproveitando o bilhete de 24 horas que tínhamos comprados para aquele dia (8€), apanhámos o metro em Pipj e regressámos, agora de noite, a Da Wallen, mais conhecido como o famoso Red Light District.

Chamam-lhe a “cidade do pecado” europeia, e o Red Light District é a expressão máxima do liberalismo em Amesterdão. No século XIII, a capital holandesa tornou-se um importante porto de comércio, razão pela qual circulavam pela cidade muitos marinheiros – o que levou ao aumento da prostituição naquela zona. Desde 2000 que a prostituição, a profissão mais antiga do mundo, foi legalizada na Holanda e as prostitutas passaram a poder exercer a sua profissão. O nome Red Light surgiu porque os bordéis eram iluminados por lampiões de luzes vermelhas, e assim ficou conhecido até hoje. Ao passear por aquela zona durante a noite é possível ver todo o bairro iluminado dessa mesma cor e nas vitrinas das janelas dos edifícios, mulheres de todas as nacionalidades, idades, formas e feitios a dançar, prontas para oferecer mais do que um espectáculo de dança numa cabine ou quarto privado. Existem também casas de espectáculos, cabines para assistir filmes, sex shops e até um Museu do Sexo e um Museu da Prostituição. Não é um espetáculo particularmente bonito de se ver, e as reações são variadas: um misto entre o olhar chocado dos visitantes ou ,Em todo o caso, não deixa de ser uma visita praticamente obrigatória para quem visita Amesterdão, que nos leva também a refletir sobre a vida das mulheres que ali trabalham.


dia 3 | amesterdão como um local

O terceiro dia foi dedicado a explorar a cidade como um verdadeiro local: de bicicleta. Afinal, estamos na cidade em que há mais bicicletas que pessoas. Alugámos as bicicletas num loja a poucos metros do nosso hotel (12,5€ por dia, por bicicleta) e seguimos com destino ao Vondelpark. Uma das melhoras formas de conhecer a cidade é precisamente deslocar-nos sem trajeto definido, e partir à aventura. E foi o que fizemos!

Considerado o pulmão verde de Amesterdão, o Vondelpark é um dos locais a não perder em Amesterdão, principalmente quando as temperaturas começam a aquecer. Os cerca de 470.000 metros quadrados verdejantes do parque, incluem lagos, fontes, cafés, estátuas, coretos. E, claro está, é possível ver centenas de pessoas a fazer atividades ao ar livre – do running, ao futebol, de andar de bicicleta a fazer caminhadas, piqueniques, ou simplesmente, a relaxar. Depois de percorremos o parque de bicicleta durante cerca de 40 minutos, e com um breve paragem para nos sentarmos na relva a aproveitar o bom tempo, seguimos o passeio de bicicleta pela cidade.

Não tão conhecido como o Volderpark, mas igualmente impressionante pela sua grandeza é o Rembrandt Park, situado a cerca de 10 minutos de bicicleta do primeiro. Depois de uns bons 20 minutos a pedalar pelo Rembrandt Park continuámos o passeio de bicicleta e seguimos até Molen De Otter (The Otter Windmill), onde se encontra um antigo moinho que data de 1631. Este é o último dos moinhos que resistiu neste local que era conhecido como o “bairro dos moinhos”, e é um dos mais antigos moinhos na Holanda.

Seguimos até ao bairro Jordaan, o mais famoso e trendy bairro de Amesterdão. Parámos num pequeno jardim junto à margem de um dos muitos canais da cidade, e fizemos um picnic para almoçar antes de seguir caminho. Situado muito perto da casa de Anne Frank, o bairro Jordaan é um dos bairros mais desejados da cidade.

Entre as ruas estreitas e edifícios pitorescos, a cada esquina encontramos lojas de antiguidade, galerias de arte independentes, restaurantes e cafés da moda, e pequenos negócios peculiares. É aqui que se localiza De 9 Straatjes, ou The Nine Streets. 9 pequenas e pitorescas ruas situadas entre Singel, Herengracht, Keizersgracht e Prinsengracht – mesmo no coração de Amesterdão – e repletas de restaurantes, pequenas lojas, bares e cafés. Também ali perto encontra-se o Museu Flourscente. Infelizmente não conseguimos visitar este pequeno museu, pois à entrada foi-nos dito que o museu estava esgotado. De volta às bicicletas seguimos uma vez mais pelas ruas da cidade, onde nos vamos perdendo e descobrindo novos cantos e recantos da capital holandesa.

A paragem seguinte foi o Flower Market, ou Bloemenmarkt como é conhecido localmente. Aberto desde 1982, aquele que é o único mercado de flores flutuante do mundo, é também um dos principais pontos de interesse de Amesterdão. É um dos mais vibrantes locais da cidade, não só pelo colorido das tulipas (em ramos, sacos, bolbos, sementes ou até latas), mas também porque se podem encontrar os mais variados souveniers – sempre com ilustrações de tulipas e bicicletas, claro!. Aberto desde 1982, aquele que é o único mercado de flores flutuante do mundo, é também um dos principais pontos de interesse de Amesterdão. É um dos mais vibrantes locais da cidade, não só pelo colorido dos diferentes tipos de flores que decoram a paisagem, mas também porque se podem encontrar os mais variados souveniers – sempre com ilustrações de tulipas e bicicletas, claro! .

Continuámos o passeio a pé, e seguimos até Leidseplein, descrita como o coração da cidade. É um bairro com muita animação, artistas de rua, lojas e teatros, e um excelente local para jantar e sair à noite. Já com o sol a pôr-se no horizonte, regressámos a pé pela Museumplein ao apartamento para deixar as compras, e saímos pouco depois para jantar numa esplanada à margem de um canal perto da movimentada Leidseplein (Restaurant In de Buurt). Depois de uma caminha a pé até junto das bicicletas, que tinhamos deixado estacionadas à tarde junto ao Flower Market, seguimos a pedalar até ao apartamento.

Voldenpark

dia 4 | a despedida

No último dia em Amesterdão, como o voo era apenas a meio da tarde, fomos devolver as bicicletas, fizemos o check-out do hotel e seguimos até ao Bakers & Roasters: um café situado no bairro De Pijp onde a Nova Zelândia e o Brasil se encontram para nos proporcionar um óptimo brunch de despedida. Os menus são um paraíso para qualquer “brunch lover”: ovos – de todas as maneiras e feitios -, panquecas, bacon, salmão, sandwhiches e sumos naturais a combinar o melhor de dois mundos. É aconselhável fazer marcação com antecedência, pois a fila de espera à porta pode . Como ainda tinhamos tempo, deixamos o nome na reserva e fomos fazer algumas compras de última hora ali perto, no bairro Pipj, antes de regressar para o derradeiro brunch em terras holandesas.

Ao ínicio da tarde, apanhámos um Uber até ao aeroporto – acabou por ser a maneira mais cómoda e rápida de nos deslocarmos entre o aeroporto e o centro da cidade, já que cada viagem foram cerca de 25€ e como éramos 4, acabou por compensar. Despedimo-nos da capital holandesa com umas últimas compras na loja do aeroporto, onde não podia deixar de faltar o famoso queijo Edam, as tradicionais stroopwafels ou os nacionais chocolates Droste.