Diário de Bordo

Dia 4, 5 e 6 | Luang Prabang, a pérola do Mekong

Depois de cerca de 11 horas pelas estradas do Laos, já se viam os primeiros raios de sol quando chegamos a Luang Prabang. A viagem não foi totalmente desagradável, mas também não foi de todo a mais confortável do mundo. Entre curvas e contracurvas, subidas e descidas acentuadas pelas estradas do Laos, com um motorista que andava a alta velocidade tendo em conta o percurso e que durante a noite resolveu por música altíssima e cantar ao mesmo tempo, chegamos finalmente a Luang Prabang. Achávamos nós. A paragem do autocarro é fora da cidade e à nossa espera já estava um tuk tuk, pronto para fazer o dia. Pagamos 20.000 kips cada.

Cerca de 15 minutos depois, pouco depois das 6:00, chegamos a Luang Prabang. Já no hotel (Jasmine Luangprabang Hotel), pedimos encarecidamente para fazer um check-in (mega) antecipado. A única coisa que queríamos, depois de tantas horas num autocarro, era tomar banho. A parte boa de viajar num sleeping bus é não desperdiçar estas horas de viagem durante o dia e aproveitar o resto do dia todo. Isto significa que antes das 8:00 já estávamos a passear pelas ruas de Luang Prabang e a ver a cidade a acordar aos poucos.

Tínhamos uma ideia do que íamos fazer nos dias seguintes em Luang Prabang, mas não tínhamos nada organizado. Por isso, seguimos pela principal rua da cidade – a Sisavangvong – em busca de opções para explorar a região. Pensámos em alugar uma mota, mas descobrimos que a única loja que era recomendada em inúmeras críticas estava fechada ao domingo. Pelo que lemos, e que depois foi confirmado por locais, existe uma grande quantidade de esquemas para enganar turistas – motas com problemas, motas que desaparecem, roubos -, pelo que é preciso ter atenção ao alugar uma mota aqui.

Decidimos que a melhor opção seria negociar um tuk tuk para nos levar até às famosas cascatas perto de Luang Prabang – as Kuang Si Waterfalls. Nisto, saltam 2 motoristas do passeio e um deles começa a perguntar onde íamos. Disse que por 400.000 kips nos levaria até Kuang Si. Como não sabíamos bem se era um preço justo ou não, agradecemos e começamos a andar para ir saber outros valores. Mas ele tanto insistiu, perguntando quanto é que nos queríamos dar, que fomos acabando por negociar. Mais 10.000 kips, menos 10.000 kips, acordámos que nos levaria a conhecer as cascatas de Kuang Si e Tat Sae por 320.000 kips. Se ele nos enganou com o preço, não sabemos, mas a sua simpatia e disponibilidade valeu cada kip. Já dentro da van, pergunta-nos se nos importamos que ele vá buscar os filhos, um rapaz de 4 anos e uma rapariga de 9, para irem connosco às cascatas porque no dia seguinte era dia de escola e ia haver um exame. Claro que acedemos ao pedido e passados 10 minutos estávamos os 5 a caminho de Tat Sae.

Depois de cerca de 40 minutos de viagem chegamos a um parque onde os carros ficam estacionados e é preciso apanhar um pequeno e longo barco até à outra margem, onde ficam as cascatas. O barco custA 10.000 kips por pessoa e demoramos cerca de 5 minutos.Tinham-nos dito que havia também ali um santuário de elefantes e que era possível fazer passeios e ver os elefantes no seu habit natural. Quando lá chegámos, percebemos que não era bem assim. Os 4 ou 5 elefantes que ali estavam, estavam acorrentados e fechado. Os supostos tratadores tinham inclusive armas. Sabendo que este é um dos negócios mais rentáveis e mais condenáveis de todo o Sudoeste Asiático, voltámos para trás e fomos comprar bilhete para as cascatas. Aqui, como na maior parte dos pontos turísticos no Laos, o preço da entrada são 10.000 kips por pessoa.

Logo à entrada, o guia diz-nos que as cascatas estavam com pouca água. Já tínhamos lido sobre isso, que havia cascatas que apenas tinham água na época das chuvas, mas não achámos que fosse o caso. Contudo, foi precisamente isso que encontrámos, umas Tat Sae muito diferentes das das fotografias que conhecíamos. Apenas a primeira cascata tinha alguma água de facto a cair e uma pequena piscina natural para nadar. Ainda assim, decidimos continuar selva dentro na esperança de encontrar a origem das cascatas com mais água – o que não aconteceu, estava tudo seco. De regresso ao primeiro ponto da cascata, aproveitámos apenas para ver se a água estava boa e seguimos novamente para junto do rio para apanhar o barco de regresso.

Seguimos então até Kuang Si, que fica num sentido diferente, onde chegamos cerca de 50 minutos depois. Desta vez, combinamos que nos encontraríamos às 14:00 para regressar a Luang Prabang. Significava que tínhamos 3 horas para explorar Kuang Si. Pagámos 15.000 kips de entrada e, no caminho pela floresta, encontrámos um centro de conversação do urso preto asiático – os “Moon bears” – , uma espécie única no mundo e em vias de extinção. Aqui, encontramos cerca de 10 ursos, que ora dormiam, ora brincavam nos pneus, ora se mexiam (lentamente) para ir buscar comida.

Seguimos pelo parque natural e começamos logo a ver o azul turquesa da água que vai descendo pelas pequenas cascatas. Talvez por se domingo, na margem encontram-se dezenas de famílias de locais a fazer os seus piqueniques, enquanto os mais pequenos se divertem a mergulhar e a nadar nas águas destas piscinas naturais. A cada subida, uma nova paisagem incrível em tons de azul e verde, onde os reflexos do sol entram pelas árvores e refletem na água, tornando o cenário único. Depois de subir até ao topo, encontramos a impressionante cascata-mãe, com uma queda de água enorme, que alimenta todas as cascatas até lá abaixo, em efeito escada. Não podíamos deixar de aproveitar para nadar nas águas cristalinas das cascatas de Kuang Si. Perto da hora combinada, regressamos ao ponto de encontro e almoçámos num pequeno restaurante – fried noodles com frango.

De regresso ao hotel, aproveitámos as horas seguintes para descansar, já que a noite anterior tinha sido mal dormida. Marcámos também o voo e hotel para o destino seguinte: Hanói. Ao marcar o voo, na Lao Airlines, por acaso olhámos para a carta de aprovação de entrada no Vietname – para entrar no Vietname é preciso uma carta que nos concede a entrada no país – e apercebemo-nos que só podíamos entrar no Vietname no dia 22. Tínhamos previsto voar no dia 21 ao final da tarde, mas não tínhamos autorização oficial para entrar à data da chegada. Depois de muito por procurar alternativas e de estudar os prós e contras, decidimos que seria melhor ficar mais um dia em Luang Prabang e seguir a viagem sem problemas. Foi a melhor decisão que tomámos, já que aproveitamos a calma e descontração que se vive por aqui para descansar e conhecer melhor esta maravilhosa cidade e os seus arredores.

Depois de tudo tratado, fomos passear ao final da tarde pela principal rua da cidade, onde já se começava a preparar o mercado nocturno. Seguimos até à Bamboo Bridge. Uma característica peculiar desta ponte de bamboo é que apenas está em funcionamento durante alguns meses por ano. Na altura das chuvas a força das correntes do rio e a quantidade de água não permite que a ponte funcione em segurança. A passagem para o outro lado custa 5.000 kips, um valor simbólico que é pago à família responsável por assegurar a construção da ponte cada estação, e pelo seu funcionamento.

Decidimos aproveitar os últimos raios de sol e ir até ao Utopia, um bar localizado mesmo no topo da encosta com uma vista incrível para o rio e um ambiente descontraído – ponto de paragem obrigatória para qualquer turista ocidental. Depois de uns cocktails e snacks no Utopia, fomos jantar ao Lao Lao Garden. A comida estava óptima, o espaço muito engraçado e os empregados muito simpáticos. Eescolhemos um Buffalo Laap – o prato nacional do Laos com carne de búfalo moída, misturada com vegetais frescos e ervas e um Yellow Curry, ambos acompanhados por sticky rice, servido em tradicionais cestinhos de verga. Regressamos ao hotel porque no dia seguinte íamos acordar bem cedo para presenciar um dos rituais mais conhecidos do Laos e da cidade de Luang Prabang: o Tak Bat, ou Alms Giving Ceremony.

Acordámos pouco depois das 5:00 da manhã e saímos do hotel, que fica a 2-3 da rua principal, onde se realiza a cerimónia. À saída vimos logo alguns locais ajoelhados com as doações preparadas e, entretanto, aparecem 3 monges, que depois da rua principal seguem para ruas paralelas, como a nossa. Já na rua principal, começamos a ver dezenas de pessoas pelas ruas, desde locais a turistas curiosos apenas a observar e outros a participar.

O Tak Bat é uma cerimónia tradicional budista ancestral. Monges de todas as idades, dos mais jovens aos mais idosos, saem em procissão pelas ruas de Luang Prabang todos os dias ao nascer do sol. As ruas da cidade enchem-se pessoas, que se ajoelham perante a passagem dos monges e vão depositando comida nos pequenos cestos que estes carregam. Os alimentos, essencialmente arroz (sticky rice), fruta e doces, constituem parte da única refeição diária consumida pelos monges. Infelizmente, existe hoje um verdadeiro comércio turístico em torno desta cerimónia. Pela manhã, é possível comprar pequenas porções de fruta e arroz para participar na cerimónia, mas estas são vendidas a preços exorbitantes. Alguns destes vendedores, abordam freneticamente quem passa na tentativa de vender alguma coisa, o que acaba por retirar um pouco da magia da cerimónia. Ainda assim, é um ritual espectacular e uma experiência incrível de ser vivida, que nos transporta para um momento de reflexão pela generosidade, humildade, respeito e partilha que é possível vivenciar. De todos os templos budistas que já visitei, a maior parte deles de uma beleza e grandeza avassaladoras, esta cerimónia matinal colorida em tons laranja é daquelas experiências que dificilmente se esquecem.

Uma hora depois, voltamos para o quarto para dormir mais um pouco – a viagem atribulada da noite anterior ainda estava a fazer efeito. Acabamos por ir tomar o pequeno-almoço mais tarde do que o normal e combinámos com um guia que trabalhava com o hotel que nos levaria a conhecer as caves de Pak Ou e a Ban Xang Hai, uma pequena vila ali perto também conhecida como Whiskey Village.

A viagem até à pequena vila de Pak Ou, onde é possível apanhar o barco para as caves, demorou cerca de 50 minutos de tuk tuk, sendo que os últimos 20 pareceram uma nunca mais ter fim. A estrada alcatroada deu lugar à de terra batida e cheia de buracos, em que o maior desafio era não saltar para fora do tuk tuk. À chegada, a vista desafogada para as margens do rio Mekong, a imensidão verde em nosso redor e o silêncio em redor, fazem com que esqueçamos o caminho até lá.

Pagamos 15.000 kips para apanhar o barco até outra à margem, onde numa imensa rocha há uma entrada que dá acesso às famosas caves. As Pak Ou Caves não são as caves mais impressionantes, mas tem uma característica única: estão repletas de estátuas budistas, de todas as formas, tamanhos e feitios. No total, são mais de 4.000 figuras de Buda. Existem 2 caves – uma mais baixa e outra no topo da montanha. Na cave superior, completamente escura, fizemos uma doação em troca de uma oferenda, que depois de acendido o incenso, colocamos junto das restantes. Situadas na margem do Mekong, as Pak Ou Caves, são muito visitadas por peregrinos, principalmente durante o Pi Mai, o Ano Novo Laosiano.

De volta à outra margem, foi tempo de levantar voo com o drone para captar algumas imagens aéreas do Mekong. As crianças que brincavam no rio, fascinadas com tal feito, olhavam surpreendidas e com um sorriso no rosto para o drone a voar de um lado para o outro. No final, depois de uns saltos artísticos para a água só para a filmagem, houve direito a palmas e tudo.

Seguimos até Whisky Village. As críticas que tínhamos lido acerca deste local deixaram-nos algumas dúvidas, pois muitas delas falavam de um local altamente turístico e virado para o comércio forçado. O que encontrámos foi algo diferente: uma pacata vila onde quase não se viam pessoas fora das casas – talvez por ser hora de enorme calor. É verdade que em praticamente todas as casas era possível ver artigos para venda, desde lenços de algodão ou seda, joelharia ao famoso whiskey, mas não havia o frenesim relatado. Assim que chegámos, uma vendedora estendeu logo 2 copos de shot para provarmos a bebida que dá nome à vila: um shot de whiskey de arroz e outros dois de vinho de arroz (um de arroz claro e outro escuro). Entre os diferentes tipos de garrafas, há também dezenas delas com animais lá dentro – cobras, a escorpiões ou baratas. A meio da vila, quase deserta, encontrámos uma senhora a fazer tecelagem em algodão e que nos explicou o que estava a fazer, sem sequer nos tentar vender nada. Proactivamente fomos nós a perguntar o preço e dizer que queríamos comprar dois lenços.

Saímos da vila com algumas recordações do Laos, a um preço bem mais acessível do que se pode encontrar em Luang Prabang. Estávamos quase a terminar a visitar, quando se sucede um momento no mínimo caricato: a senhora que nos tinha vendido os panos de algodão aparece aos gritos, onde só se percebia “10.000 kips”. Aparentemente queria que lhe dessemos 10.000 kips que estavam em falta. Depois de muitas tentativas para explicar que estava certo o troco que nos tinha dado face ao preço que acordado pagar (65.000 kips), lá conseguimos perceber o que se tinha passado: ela tinha-se enganado e tinha-nos dado 10.000 kips a mais de troco. Quando finalmente nos conseguimos entender, rimo-nos todos com a situação. De regresso à entrada da vila, encontrámos novamente a tal senhora que nos vendeu os lenços a dar banho na rua a uma bebé, que ao ver o drone, que tinha levantado, entretanto, ficou pasmada a olhar. Passados 5 minutos, estávamos perante uma pequena audiência que admirava, espantada, a estranheza de tal objecto.

A meio da tarde, já no hotel, aproveitamos para passar o resto da tarde na piscina e saímos apenas para jantar, passando novamente pelo Night Market. Tínhamos lido sobre um restaurante com comida típica do Laos, mas com uma abordagem ligeiramente diferente e resolvemos experimentar.

No Tamarind a promessa era a de ter uma introdução aos intrigantes sabores do Laos e de experienciar a verdadeira comida laosiana. E assim foi. Escolhemos um dos menus de degustação, o “Lao Cuisine Explorer Set – Flavours to further challenge your palate”, acompanhado por uma detalhada explicação dos pratos servidos. A entrada foram tiras de banana fritas, acompanhadas com uma infusão de um shot Lao Lao com gengibre e mel, uma bebida alcoólica típica. Seguiram-se diferentes especialidades do Laos, acompanhadas por sticky rice. Sa Mak Pi, uma salsicha de búfalo picante tradicional de Luang Prabang; Mak Khok e beringela frita com molhos a acompanhar (molho de tamarindo e um molho agridoce); Orlam Gai, um guisado local com frango, beringela, madeira de malagueta e verduras locais como feijão verde e couves; espetadas de porco curado feitas no churrasco e envoltas em lemongrass; Koy Pa, peixe picado e aromatizado com ervas; Soop Pak, uma salada de verduras locais cozinhadas com sementes de sésamo, gengibre e malaguetas. Para sobremesa: pudim de arroz roxo; fatia de abóbora cozida com creme de coco; panquecas e bolinhos de banana; e bolinhos crocantes. No final, era ainda servida uma bebida: café Lao ou chá. Tipicamente, o Lao Coffee é servido com uma porção de leite condensado no fundo copo, mas como já tinha experimentado, optei pelo café simples. Uma verdadeira experiência gastronómica pelos sabores típicos do Laos! De regresso ao hotel, passamos mais uma vez pelo Night Market para fazer umas últimas compras, onde os vendedores já estavam a arrumar as suas bancas

No dia da partida para Hanói, como o nosso voo era só ao final da tarde, aproveitámos para ir visitar os templos que existem em Luang Prabang e subir ao Mount Phousi. Começamos a manhã a caminhar junto à margem do rio Mekong, não sem antes passar pelo Morning Market, onde os cheiros são abundantes e é possível ver os habitantes a comerem enormes tigelas de noodle soup logo pela manhã. À chegada ao “final” da cidade, onde o rio Nam Khan se junta com o Mekong, paramos para admirar o cenário. Iniciamos a caminhada de regresso pela rua principal, agora parando nos inúmeros templos que existem pelo caminho. Pelas ruas da cidade é possível encontrar inúmeras lojas de pequenos artesãos, com produtos tradicionais. Wat Xiengthong, Wat Siboundheauang, Wat Sensoukaram, Wat Sene, Wat Xieng Muan, são alguns dos cerca de 30 templos existentes em Luang Prabang, que passamos a manhã a visitar. O custo de entrada em cada um deles varia entre os 10.000 e 15.000 kips (cerca de 1-1,5€). Ao entrar nestes templos, assim como em qualquer templo budista, é importante respeitar os costumes locais, vestirmo-nos de forma respeitosa, com as pernas, ombros e peito cobertos, e descalçarmo-nos à entrada.

Antes de voltar para o hotel, subimos ao ponto mais alto da cidade, o Mount Phou Si, elevado mesmo no centro da cidade. Depois de cerca de 300 metros de escadas numa subida inclinada, chegamos ao topo. Pelo caminho, repleto de árvores e plantas verdejantes, é possível ver pequenos templos, comprar oferendas e pequenos pássaros engaiolados – só depois ficamos a saber que, depois de libertados, trazem boa sorte e felicidade. A vista panorâmica desafogada para Luang Prabang e para o Mekong, fazem a subida valer totalmente a pena.  O valor de entrada são 20.000 kips por pessoa. Por fim, entramos no enorme Royal Palace, um complexo que é uma união entre a arquitetura laosiana e francesa localizado no lado oposto. É aqui que situa o mais importante dos templos de Luang Prabang, o Haw Pha Bang.

De regresso ao hotel, arrumámos as nossas malas, fizemos o check-out e quando nos preparamos para sair, começa a chover torrencialmente (pela primeira vez desde que chegámos). Íamos sair para comer, mas como não para de chover, ficamos no lobby do hotel. Entretanto um casal pergunta-nos se também íamos para o aeroporto e como íamos praticamente à mesma hora, combinámos ir no mesmo tuk tuk (que tínhamos marcado no dia anterior com o motorista que nos levou às Pak Ou Caves, por 40.000 kips). Fomos o caminho todo à conversa e ficamos a saber que eram ambos escritores de viagens. Ele, alemão e, ela, italiana, estão a baseados na Austrália, mas a viajar pelo mundo há mais de 20 anos. Uma história de vida incrível, de alguém que já viajou por todos os países do Mundo. Para o próximo Inverno, ficou a nota de que o iriam passar em Portugal, fugindo ao Inverno gelado do país de origem do Chris.

Depois de 5 dias de viagem pelo Laos, está na hora da partida. Este pequeno país do continente asiático foi uma agradável surpresa. Um país magnifico, de paisagens soberbas, repleto de natureza praticamente intocada, cidades que guardam memórias de outros tempos e um povo simpático e atencioso.

Já no avião da Laos Airlines, seguimos para o Hanói, no Vietname. Para trás, vai ficando Luang Prabang, cidade declarada pela UNESCO como Património da Humanidade, e com um ambiente calmo, descontraído e relaxado, que nos faz facilmente sentir em casa e onde o tempo parece ter outro sentido. Luang Prabang é considerada pela UNESCO como a mais charmosa e bem conservada cidade do Sudeste Asiático. E é tão fácil perceber porquê.

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