Diário de Bordo

Dia 1 | Bangkok, a chegada à capital tailandesa

A viagem à descoberta de região da antiga Indochina começa em Bangkok, mas antes de cá chegarmos foram 16 horas de viagem, com uma rápida passagem por Amesterdão. A escolha por Bangkok como ponto de partida deveu-se não só ao facto de existir uma maior quantidade de voos para capital tailandesa – e o seu preço muito mais baixo -, como ser um óptimo hub de ligação para quem quer explorar o Sudoeste Asiático.

Laos, Camboja e Vietname são os países a visitar, mas ficar uma noite em Bangkok foi uma escolha segura. O voo para o Laos era era apenas no dia seguinte e como o nosso voo chegava cedo aproveitamos as mais de 24 horas entre voos para explorar Bangkok.

Chegamos a Bangkok por volta das 9:00 e seguimos até ao hotel – Prime Hotel Central Station Bangkok – , situado perto de Chinatown. Apesar de termos lido que apanhar um táxi ou Uber seria a melhor opção, optámos por ir de transportes públicos para tentar evitar o tão falado trânsito caótico de Bangkok – e de grande parte das grandes cidades asiáticas. Em Suvarnabhumi (DMK), o aeroporto internacional de Bangkok, apanhámos o Airport Rail Link até Makkasan Station, onde trocámos para o MRT que ia desde Petchaburi até Hua Lamphong. O custo foi de 40 e 30 Bats por pessoa, respetivamente, o que corresponde a cerca de 1,9€. Demoramos cerca de 1 hora até ao hotel, que ficava a 100 metros da paragem.

Como chegamos ao hotel antes do check-in e ainda não tínhamos o quarto disponível, deixámos as malas e seguimos a pé até ao centro comercial MBK. Pelo caminho passamos pelo National Stadium, um completo complexo desportivo. Ainda antes de entrar no MBK, almoçámos num pequeno mercado ali perto. Os clássicos Pad Thai com caranguejo e Fried Rice com frango foram os pratos escolhidos para a nossa primeira refeição por terras asiáticas.

Ao entrar no MBK percebemos de imediato que estamos num mundo à parte. Este é provavelmente o mais icónico centro comercial de Bangkok.  Centenas e centenas de lojas (cerca de 2.000) compõem os 8 pisos deste centro comercial. Desde a última versão topo de gama da Apple, máquinas fotografias profissionais, a roupa, acessórios e mobiliário, aqui é possível encontrar de tudo. O mais curioso é o facto de se poder negociar o preço de alguns produtos. Existem lojas oficiais com produtos originais, mas também existem bastantes produtos contrafeitos – uns, cópias perfeitas dos originais; outros, cópias claramente duvidosas. Ainda assim, o MBK é o local ideal para fazer compras e um paraíso para amantes de tecnologia.

De volta ao hotel, finalizamos o check-in, tomamos um duche rápido e saímos novamente para conhecer melhor aquela zona da cidade. Depois de andar um pouco a pé à torreira do sol decidimos apanhar um tuk tuk até ao Wat Pho, o Templo do Buda Reclinado. De seu nome oficial Wat Phra Chettuphon Wimon Mangkhlaram Ratchaworamahawihan, a grande atração deste templo é precisamente o enorme Buda reclinado pintado de dourado, com 46 metros de altura. À sua volta estão 108 potes de bronze onde as pessoas vão colocando moedas, o que atribui um som característico ao ritual. Além disso, o complexo é composto por dezenas de estupas revestidadas de detalhes coloridos, fazendo deste um dos maiores e mais antigos templos de Bangkok. A entrada custa 100 bats e ainda oferecem uma garrafa de água.

Como o Grande Palácio Real  (The Grand Palace), que fica perto do Wat Pho, já estava fechado, demos apenas uma volta por fora. Apanhámos um tuk tuk para Chinatown, onde acabamos por passar o final da tarde e jantar, meio a medo, num dos muitos restaurantes de rua que por ali existem. Aqui, o ambiente que se vive é caótico, cheio de luzes e cores, painéis gigantes, cheiros intensos e sabores deliciosos. O jantar foram uns deliciosos noodles de arroz com camarão grelhado no momento e, mais uma vez, arroz frito com vegetais, acompanhados pela tradicional cerveja tailandesa Shinga.

No dia seguinte, foi tempo de tomar o pequeno-almoço no hotel e ir para o aeroporto. Desta vez, o voo partia do aeroporto Don Mueang (DMK), o segundo aeroporto de Bangkok. Optamos novamente por ir de transportes, o que se revelou bastante prático e relativamente rápido. Apanhámos o MTR em Hua Lamphong e trocámos para o BTS em Chatuchak Park, onde apanhámos o shuttle bus A1 até ao aeroporto (40 e 30 bats por pessoa, respetivamente).

O voo da AirAsia parte à hora prevista em direção ao nosso próximo destino: Vientiane.

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