Diário de Bordo

Dia 11 | Costa Amalfitana, pequeno paraíso a sul de Nápoles

O dia foi dedicado a conhecer a tão afamada costa Amalfitana, uma das mais bonitas e icónicas paisagens italianas. Reza a lenda que era ali, entre os mais de 50km de costa entre Salerno e Sorrento, que os deuses passavam as suas férias. Ravello, Amalfi e Positano são as três principais vilas, mas a extensa costa revela outros segredos igualmente encantadores como Praiano, Maiori, Minori ou Cetara.

O caminho sinuoso, com uma estrada em zig-zag imprópria para cardíacos, e as histórias de trânsito caótico fizeram com que optassemos por deixar o carro em Pompeia. Utilizar os transportes locais para conhecer a costa debruçada sobre o azul profundo do Mediterrâneo foi a alternativa. Saímos cedo de Pompei e apanhámos o autocarro que levou cerca de 1 hora até chegar a Salerno, onde iamos depois apanhar o barco até Amalfi. O autocarro sai da estação de comboios de Pompei e custa 5,80€, ida e volta. Já em Salerno, seguimos para o porto e comprámos o bilhete para um shuttle boat para Amalfi (custou 8€ e a viagem dura menos de 30 minutos). A viagem pelo mar permite destrufar, ao longo de todo o percuso, de um mais incríveis espectáculos que a natureza criou. Os contornos imprevísiveis da orla amalfitana quase selvagem contrastam com as casas coloridas construídas na enconsta, que parecem desafiar as leis da física, fazendo da paisagem um cenário panorâmico épico. Tal como os terraços verticais de vegetação verde contrastam, de forma peculiar, com os tons azuis do mar Mediterrâneo

Nesta época do ano, Amalfi e Positano apresentam-se como estâncias balneares altamente pomposas e cosmopolitas; um cenário provavelmente diferente do de pacatas vilas de pescadores quase esquecidas no Mediterrâneo. Um cenário menos deslumbrante foi aquele que encontrámos – ao longe uma mancha enorme de fumo estraga por completo a paisagem onde, numa luta desigual, helicópetros e aviões de combate a incêndios tentam parar os fogos que ameaçam a paisagem natural e as populações vizinhas.

Chegámos a Amalfi, uma vila de pescadores na costa sul da península de Sorrento, e são as praias de pedra com espreguiçadeiras e chapéus-de-sol coloridos que adornam a paisagem, tal como as centenas de barcos que se encontram à deriva junto à costa. Nas ruas de Amalfi é possível encontrar inúmeros painéis de cerâmica, que dão cor e vida à pequena vila. Desde ruas estreitas e desertas, onde o dia-a-dia parece tranquilo, às ruas repletas de gente e de pequenas lojas de comércio tradicional que vendem produtos típicos da região como o limoncello (e os limões gigantescos), roupas feitas à mão de linho puro ou souvernirs feitos à mão. Seguimos por entre ruas e ruelas, passagens quase secretas entre edíficios e vamos visitando cada uma destas pequenas lojas até chegar ao centro, onde num enorme largo com uma imensa escadaria nos leva até à Catedral de Amalfi que está situada no topo.

Para aproveitar mais o tempo disponível em Amalfi e Positano decidimos não ir até Ravello, uma pequena vila no topo da encosta que dizem ter vistas panorâmicas incríveis. A viagem de autocarro demora cerca de 30 minutos, mas fazer topo o percurso Amalfi, Ravello e Positano iria fazer com que passassemos mais tempo em transportes do que a aproveitar verdadeiramente cada uma das vilas.

Seguimos então para Positano da mesma forma que chegámos a Amalfi: pelo mar. A viagem foi curta e custou 8 euros e o cenário que encontramos é semelhante ao de Amalfi: uma vila quase frenética e cosmopolita. Com as suas casas coloridas constrúidas de forma vertigionosa na encosta em forma de cascata até ao mar, Positano é a vila mais cénica (e cara) da costa Amalfitana. Naturalmente encantadora, Positano é também como que uma passerelle de luxo, onde se sente o ambiente de glamour do sul de Itália que mais uma vez constrasta com a calmaria quotiadiana de final de dia num destino de férias no Mediterrâneo. Depois de uma volta pelas principais zonas de Positano, acabámos o dia na praia e a mergulhar nas suas águas quentes e cristalinas, ao mesmo tempo que o sol se punha atrás das colinas pitorescas.

Apanhámos então o último barco de volta até Salerno e desfrutámos do pôr-do-sol visto do mar, onde a paisagem se tornou ainda mais cénica e digna de qualquer filme. Ao chegarmos a Salerno, comprámos o bilhete de autocarro de volta até Pompei e ainda aproveitámos para dar uma volta de cidade onde caia agora a noite. A viagem até Pompei foi longa, tal não era o imenso trânsito que se fazia sentir naquele final de Domingo de Agosto para sair daquele pequeno paráiso na costa Sorrentina. À chegada a Pompei, já tarde, rumámos em direcção ao centro da cidade, que estava tão animada como nunca a tinhamos visto, e acabámos por jantar num dos restaurantes na praça principal: Pizza & Pasta – Ristorante Pizzeria Di Verino Francesco.