Diário de Bordo

Dia 9 | Pompeia, a cidade que o Vesúvio fez esquecer

No dia anterior chegámos a Pompei perto das 19:00, fizémos o check-in no nosso AirBnb e saímos a pé para jantar. Jantámos num dos restaurantes que nos tinha sido recomendado pela mãe do dono do nosso quarto – uma simpática italiana que não falava inglês. Na Osteria da Pepino, comemos um entrada típica de Prosciutto, mozzarella di bufala, salumi ed olive verdi e como prato principal risotto di mari, acompanhado por vinho branco da região.

Na manhã seguinte, tomámos o pequeno-almoço e foi altura de conhecer o Gino, o nosso host que mal falava inglês mas que no meio de um português-espanhol-italiano-inglês mal falado nos deu uma dicas para conhcer Pompei e visitar as ruinas da antiga cidade. E foi isso que fizémos de seguinda, saímos a pé rumo às famosas ruínas de Pompei, passando pelo centro da cidade, onde se situa o Santuario della Beata Vergine del Rosario. Pelo caminho, uma guia de um ponto turístico da cidade abordonou-se e ainda nos tentou vender uns pacotes hiper-turísticos para visitar Pompei, a costa Amalfitana e Capri. Felizmente, caímos em nós e acabámos apenas por alugar um audiobook com a história e visita guiada sobre as ruínas por 8 euros, que não tendo sido fundamental acabou por nos dar umas boas lições de história de de cultura – podia ter sido pior. Passámos também por inúmeras bancas de rua que, entre souvernirs mais tradicionais, vendem também o típico licor de limão da região entre Napóles e a costa Amalfitana: o Limoncello. Talvez por se tratar de um solo vulcânico extremamente fértil, os limões nesta região são gigantes.

A entrada para as ruínas custa 13 euros e a visita entre as ruas da antiga cidade permite revisitar aquela que em tempos foi uma cidade romana com milhares de habitantes. A visita começou junto ao grandioso anfiteatro, que outrora serviu de palco para combates entre gladiadores. Entre as suas longas ruas é possível encontrar templos, casas, termas, bares, anfiteatros e até um bordel, tudo em excelente estado de conservação, considerando a tragédia que assolou a região. A visita durou cerca de 4 horas, debaixo de um calor abrasador, mas valeram as pequenas fontes de água fresca espalhadas por toda a cidade para refrescar. E valeu, sem dúvida, a pena. Visitar a antiga cidade de Pompei é remontar ao ano de 79, a lugar esquecido pelo Vesúvio.

A antiga cidade romana de Pompei foi destruída por uma das maiores catástrofes vulcânicas da história, a erupção do vulcão Vesúvio em 79 d.C.. A erupção provocou uma intesa chuva de lava e cinzas que sepultou por completo a cidade e que, ao mesmo tempo, a conservou durante mais de 1500 anos, até ter sido reencontrada em 1594. A redescoberta foi feita por acaso aquando de uma escavação de um canal subterrâneo para desviar o curso do rio Sarno. Apenas anos mais tarde, as escavações foram contínuadas e começaram a ser documentadas. Após a redescoberta de Pompeia no século 18, a região foi escavada por arqueólogos e de entre várias construções e artefactos arqueológicos encontrados, as descobertas mais impressionantes foram as de corpos petrificados dos habitantes, muitos deles em posição fetal e com expressões de pânico no rosto. Hoje, o que restou de Pompei é um dos achados arqueológicos mais emblemáticos do mundo e Património Mundial da Humanidade pela UNESCO, jutamente com Herculano.

Ao longe, é possível ver o imponente Monte Vesúvio, um dos mais incríveis e mais temidos vulcões da Europa. O Vesúvio não é vulcão extinto, mas um vulcão activo. Apesar de não se registar nenhuma erupção desde 1944, está apenas adormecido; razão pela qual está em constante monitorização. Os registos históricos indicam que o vulcão entrou em erupção cerca de 50 vezes ao longo da história, mas nenhuma delas foi tão devastadora como a que destruíu as cidades de Pompei e Ercolano em Agosto de 79 d.C..

Saímos das ruínas da antiga cidade de Pompei por volta das 15:30 e fomos em busca de um restaurante que ainda estivesse aberto e a servir almoços. Como o forno em todos eles já estava fechado, acabámos por regressar para o quarto para mais tarde nos preperar para sair para jantar numa pizzaria recomendada pelo Gino: a Pizzeria Margherita. Aqui comemos provavelmente umas das melhores pizzas da nossa viagem: uma Regina Margherita D.O.P e uma Carretiera (com salame, ricotta e mangericão), acompanhadas por cerveja bem fresca, tal não era o calor sentido com os 35º perto das 22:00.