Endless WanderlustTwo Feet on the Ground

2016: retrospectiva de um ano de viagens

2016 foi um ano em cheio no que respeita a viagens por esse mundo fora. 2 continentes, 7 países, 20 cidades, 17 voos e milhares de quilómetros percorridos, fizeram com este fosse um dos anos em que mais viajei. 

Visitei pela primeira vez o continente asiático, que desde o primeiro momento me fascinou de tal forma que lá voltei meses mais tarde para aquela que foi provavelmente a maior aventura da minha vida: a minha primeira viagem a solo. Viajei com amigos, família e sozinha. Partilhei momentos com conhecidos e experiências com desconhecidos. Momentos guardados no tempo que me fizeram ver o mundo de outra forma. Voltei a ter consciência que na verdade somos todos iguais, que somos todos pessoas, com as mesmas rotinas, problemas, desejos ou motivações. Vivemos apenas em pontos diferentes do planeta. Cliché? Possivelmente. Mas a distância fez-me ver que por vezes precisamos mesmo de sair da nossa realidade e da nossa zona de conforto, estando perante o desconhecido e o incerto, para dar valor às mais pequenas coisas. Percebi também que no meio do reboliço do dia-a-dia nos esquecemos do que realmente importa e que na verdade precisamos de tão pouco para sermos felizes. E apesar de todas as aventuras e novas experiências, todas estas lições foram o que de mais importante retive destas viagens.

A quantidade de experiências incríveis são provavelmente demasiadas para que as possa enumerar a todas, mas só a sensação de chegar sozinha a um destino completamente desconhecido é difícil de ficar de fora. Subir ao topo da antiga cidade de Sigiriya; viajar de comboio por entre os vales verdejantes que ligam Kandy a Nuwara Elyia, onde a natureza selvagem se mistura com as plantações infindáveis do famoso chá de Ceilão; apreciar o fim do dia junto à baía da cosmopolita e desenvolvida Singapura; falar em português com um orgulhoso descendente em Malacca, uma pequena cidade perdida no sul da Malásia; ver o nascer do dia no misterioso e impressionante templo de Borobudur; horas de conversa com um grupo de raparigas indonésias enquanto estas me guiavam pelo majestoso complexo Prambanan e me davam a conhecer um pouco mais da cultura e do povo do seu país; mergulhar ao lado de majestosas mantas e dentro de um navio afundando em Bali ou ver o indiscritível pôr-do-sol na inexplorada ilha de Lembongan. São momentos, que por mais tempo que passe, vão ficar para sempre na minha memória.

O vídeo em cima passa em revista muitos destes momentos e resume horas de filmagens capturadas através da lente da minha máquina. Infelizmente não é possível traduzi-los a todos em imagens, mas fica uma recordação do que foi o meu último ano. Espero que gostem de o ver, tanto quanto eu gostei de o fazer. Porque apesar de vos dar a conhecer mundo visto pelos meus olhos a, o objectivo maior é inspirar-vos a ir explorá-lo com os vossos próprios olhos.